Quem sou eu?

Ontem, enquanto preparava um rascunho sobre o tema “quem sou eu”, escrevi algumas linhas, ainda tentando me entender nesse emaranhado todo. E hoje, na minha sessão de terapia, a Isabela — minha terapeuta — fez algumas perguntas que me levaram direto pra um mergulho interno.

Na sessão de hoje “O que traz felicidade pra Ingrid?” “O que ainda desperta prazer?”
Ficou ali, ecoando baixinho… como quem pede licença, mas já sabe que vai ficar. E eu parei. Respirei fundo. E respondi: “Não sei.”

Parece simples, né? Mas não foi. Porque quando uma pergunta encosta justo naquele cantinho da alma que anda meio empoeirado, ela te faz perceber o quanto a gente vai se afastando da gente mesma — se misturando nas demandas, nas expectativas, nos papéis todos… até que o que dá prazer parece ter ficado esquecido em alguma gaveta.

“Pela primeira vez em muito tempo… senti.”

E foi depois que a sessão terminou que as perguntas ainda ficaram aqui, girando baixinho na minha cabeça, como se pedissem para serem revisitadas com mais calma. Então quero voltar para aquela pergunta que tinha sido o ponto de partida.

A clássica, simples e tão complexa: Quem sou eu?

Sou engenheira, apaixonada por viagens, viciada em organizar tudo, cheia de metas e planos. Eu acreditava que tinha controle da vida — ou pelo menos uma boa ilusão dele.

Aí veio meu filho. E com ele, um novo mundo. Achava que tudo continuaria mais ou menos igual, só que com um bebê no colo. Ingênua, eu? Talvez. Mas quem nunca?

A maternidade virou tudo do avesso. E, junto com ela, vieram novas perguntas, outras versões de mim, um monte de desconstruções e alguns reencontros — inclusive com coisas que eu nem lembrava que gostava.

Hoje? Sou mãe. Sou mulher. Sou filha. Sou esposa. Sou amiga. Sou aquela que vive tentando dar conta de tudo, mas que aprendeu que, às vezes, tudo é só aquilo que couber no dia — e tá tudo bem.

Sou feita de fases, de pausas, de recomeços. Já me cobrei demais. Hoje, me acolho e olho pra mim com mais gentileza. (Como eu sempre digo: Santa terapia!)

Agora eu te passo as perguntas

“Quem é você, hoje?” “O que ainda te faz vibrar, sorrir, sentir prazer em ser você?” Se quiser, me escreve. Me conta.
Vamos continuar refletindo… entre nós.
Ingrid Nardin
Com carinho, Ingrid Refletindo Entre Nós · autocuidado real para mulheres

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